O principal temor é de que fabricantes asiáticos passem a utilizar o território paraguaio como porta de entrada para seus produtos no Brasil – praticando uma tarifa bem menor do que a utilizada para equipamentos vindos da China e de Taiwan, por exemplo -, o que deve motivar uma concorrência ainda mais acirrada aos produtos brasileiros.
A decisão também contraria o próprio discurso do governo brasileiro que, após a MP do Bem e o Computador para Todos, tinha ganho a confiança da indústria nacional de equipamentos de informática e vivia uma verdadeira lua-de-mel com o setor.
No caso dos canais de distribuição de informática, o grande sinal de alerta de todo esse cenário está no fato de que a facilidade de as indústrias estrangeiras entrarem no Brasil por meio de território paraguaio represente um retrocesso à evolução recente no relacionamento entre fabricantes, revendas e integradores, a qual foi motivada, entre outros fatores, pela própria maturidade da indústria local.