Até o final deste ano, a unidade de negócios deve alcançar 93% das vendas por meio dos canais, contra 75% contabilizado em 2006.
Pressionada pelo aumento da demanda dos clientes brasileiros, a divisão de Mobilidade Corporativa da Motorola - nascida da incorporação da Symbol - está reestruturando suas operações. O principal objetivo, revela Vanderlei Rainelli Ferreira, diretor-geral da unidade de negócios no País, é aumentar a presença da companhia em projetos relacionados à automação da força-de-vendas.
Um dos motores da nova estratégia, conta Ferreira, está relacionado ao trabalho dos canais da companhia. "Para isso, estamos lançando um programa de ISVs (desenvolvedores independentes de software) no Brasil", conta Ferreira, que acrescenta: "a idéia é que eles trabalhem em conjunto com os nossos parceiros tradicionais de equipamentos para automação, oferecendo os aplicativos".
O executivo conta que o programa de ISVs começou a ser desenhado há cerca de dois meses e, atualmente, já conta com 36 empresas cadastradas. "Tivemos o cuidado de buscar desenvolvedores de software que não atuassem com venda de hardware para evitar a competição com nossos canais", ressalta o diretor-geral. Ainda segundo ele, para atrair os ISVs, a nova política contempla uma série de benefícios, os quais incluem capacitação e equipamentos para demonstração, entre outros.
"Além disso, promovemos um evento no qual juntamos os parceiros tradicionais da Symbol (divisão de Mobilidade Corporativa da Motorola) com os ISVs e, estes últimos, apresentaram suas aplicações", enfatiza Morgan Stuart Thomas, gerente de canais da companhia no País. O objetivo, de acordo com o executivo, é estimular o trabalho conjunto desses dois tipos de parceiros, oferecendo assim uma solução completa de automação de força-de-vendas aos clientes, a partir da infra-estrutura de hardware e de aplicativos.
Quanto ao potencial de negócios na área de automação da força-de-vendas, Ferreira aponta que trata-se de um mercado com crescimento exponencial no País. "Hoje, nossos produtos chegam principalmente a grandes corporações e uma parte das médias. E, só aí, estamos falando de um universo de 50 mil profissionais em campo", calcula o diretor-geral, que aponta, no entanto, que a médio prazo, a companhia pretende expandir sua atuação até as pequenas companhias.
Outro reflexo direto desse reposicionamento da área de Mobilidade Corporativa da Motorola no País deve ser a expansão das vendas realizadas por canais e que tendem a passar de 75% do faturamento da unidade, em 2006, para cerca de 93% no final deste ano. Um aumento que Ferreira atribui tanto aos projetos relacionados à automação da força-de-vendas, quanto às iniciativas nas áreas de automação industrial e comercial.