Meta de faturamento da área enterprise é de R$ 100 milhões para 2008 e a expectativa é triplicar resultado até 2011.
A NEC Brasil anunciou nesta quinta-feira (08/05) sua nova estratégia de negócios para o mercado corporativo. Focada em sua visão de crescimento para a América Latina, batizada de Phoenix 2.0, a companhia pretende que a área, que chama de enterprise, alcance este ano faturamento de 100 milhões de reais, contra 72 milhões de reais faturados em 2007.
Para Herberto Yamamuro, presidente da companhia no Brasil, a conquista do mercado corporativo – tratado pela empresa como um setor independente das operadoras de telefonia – se dará com a oferta de soluções de comunicação unificada. “Nosso portfólio responde ao desafio de integrar a comunicação massificada das operadoras com a customização exigida pelo mercado corporativo”, disse.
O executivo citou dois exemplos. O primeiro é o de um celular GSM com acesso wi-fi. Dentro da empresa, ele é um ramal acessado pela rede sem fio. Fora dela, um telefone celular comum. A solução deve chegar ao Brasil este ano. Outro foi um sistema já implementado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, que permite aos pacientes comandarem diversas funções (janelas, TV, internet etc.), pelo telefone.
Para garantir suas ofertas no País, a NEC vai investir este ano 12 milhões de reais no desenvolvimento de plataformas corporativas. “Nosso plano é contratar cerca de 80 pessoas, número que pode aumentar em função da contratação de novos projetos”, disse Yamamuro.
As plataformas serão baseadas em três pilares – comunicação unificada, rastreabilidade e serviços gerenciados – e deve contar com o lançamento de novos produtos e tecnologias no país, bem como uma atuação mais colaborativa com a América Latina e demais subsidiárias da companhia em todo o mundo.
“A consolidação de nosso portfólio, somado a um grande investimento em recursos humanos, nos tornará ainda mais capacitados para atender às exigências do mercado e para alcançar nossa meta de R$ 300 milhões de faturamento nos próximos três anos”, complementa Luiz Villela, diretor da área de enterprise da NEC Brasil.