O executivo afirma que busca novos fabricantes na área de networking e de software, bem como planeja expandir as vendas dos produtos considerados de alto volume.
Confirmado oficialmente no cargo de diretor de operações da Ação Informática, Carlos Negri - ex-presidente da Ingram Micro no País - explica que sua contratação faz parte de uma reorganização na estrutura da distribuidora. "Por conta do crescimento das operações, a empresa percebeu a necessidade de aumentar o time de executivos", afirma Negri, durante entrevista exclusiva à Channel World.
No processo de reestruturação das operações, Ênio Issa deixou as atividades operacionais que dividia com o outro sócio da distribuidora, Maurício Teixeira, e passou a atuar, exclusivamente, como presidente do grupo. "Ele assumiu um papel estratégico para a expansão da empresa", detalha o novo diretor de operações.
Dessa forma, todas as atividades antes concentradas com Issa foram redivididas em duas grandes estruturas. A primeira delas, sob o comando de Teixeira, engloba a diretoria de vendas para grandes contas (governo e contratos corporativos), bem como as áreas de soluções e de suporte técnico. "Enquanto que, na minha função, eu assumo o relacionamento com os fabricantes e com os canais, junto com as operações de marketing e de produtos", define Negri, acrescentando que sua responsabilidade também engloba o 'general business' - os clientes que não estão inseridos nas grandes contas -, assim como a distribuição de volume.
Outro reflexo da nova estrutura foi a criação de uma diretoria de marketing, sob o comando de Luis Carlos Rocha, que anteriormente cuidava de vendas para high volume (alto volume) e novos negócios, bem como a montagem de uma diretoria específica de 'general business', a qual ainda está em aberto.
Metas práticasQuanto aos fatores que pesaram na escolha de seu nome para diretor de operações, Negri assume que a experiência de cinco anos na Ingram Micro deve ajudar a atingir uma de suas metas no novo cargo: fortalecer o modelo de distribuição dos produtos de alto volume.
"Na realidade, a Ação não pretende posicionar-se como um distribuidor de volume, como acontece com empresas como Office, Ingram Micro e Tech Data", destaca o executivo, acrescentando: "o que a empresa tem feito, nos últimos dois anos, têm sido atender a uma demanda dos fabricantes, no sentido de complementar as ofertas mais sofisticadas com produtos low end."