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Estratégia

Ação cria programas para canais que atuam com governo

Como parte da iniciativa, a distribuidora monta uma rede específica de parceiros de serviços dedicados ao setor público.

Tatiana Americano, da ChannelWorld
publicado em 25/06/2008

A Ação Informática divulga a implementação, a partir deste mês (junho), de dois novos programas específicos para os canais que atuam no segmento de governo: o e-Gov e o ESP (Enterprise Service Provider).

"Por conta do crescimento expressivo dos negócios no setor (público), em especial no último ano, sentimos a necessidade de criar regras claras, com direitos e deveres da Ação e dos parceiros nos projetos de governo", cita Mauricio Teixeira, diretor de operações e negócios especiais da distribuidora.

No caso específico do e-Gov, o programa passa a funcionar como um pré-requisito para qualquer canal cadastrado pela Ação e que atue com a oferta de projetos na área de governo. Nesse sentido, uma das novidades previstas pela nova política foi a criação de uma equipe específica de suporte aos parceiros, a qual responde pelo apoio a todo o processo de elaboração das propostas para o setor público e que envolve, inclusive, a consultoria de advogados especializados nesse segmento.

Segundo Teixeira, na primeira etapa do programa, iniciada em 17 de junho, a distribuidora cadastrou 60 canais que atuam no setor público. "Mas acreditamos que devemos chegar a 80 parceiros no e-Gov", projeta o diretor.

Já no caso do ESP, que deve chegar a 150 parceiros cadastrados, o executivo conta que a iniciativa foi criada com o intuito de montar um banco de dados com todos os canais aptos a prestar os serviços de implementação envolvidos nos projetos de governo. "Inicialmente, as empresas interessadas preenchem um formulário de qualificação, que estamos chamando de censo de competência", detalha o diretor, que acrescenta: "Os parceiros dizem, por exemplo, em quais tecnologias eles estão aptos a fornecer serviços e o número de profissionais certificados."

Ainda de acordo com Teixeira, a partir dessa qualificação inicial, sempre que a distribuidora perceber a necessidade de envolver um canal de serviços no projeto de governo deve realizar uma triagem dos ESPs cadastrados, a partir da proximadade geográfica, bem como da competência tecnológica dos parceiros. "E, sempre que esse provedor realizar uma implementação, o gerente de projetos da Ação vai avaliá-lo, a partir de métricas claras", sinaliza o executivo, ao citar que, com isso, a distribuidora pretende montar um ranking de qualificação desses parceiros.

Quanto aos resultados projetados com o reforço das políticas na área de governo, o executivo informa que, o grande objetivo é garantir que esse segmento continue a responder por 40% do faturamento total da Ação. "E acompanhe o crescimento geral da distribuidora, que deve ser de 50% neste ano", enfatiza, lembrando ainda que, em 2007, o grupo entregou mais de 50 soluções - envolvendo software, hardware e serviços - para o segmento público.

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