Uma das dúvidas levantadas pelas empresas refere-se ao impacto que a carga tributária deve ter nesse modelo.
Jorge Sukariê, diretor comercial da Brasoftware, aponta que ainda existem questões não respondidas para a aplicação prática da modalidade defendida pela fornecedora. "No Brasil, um ponto delicado envolve a questão de qual a carga tributária que incidirá sobre esse novo modelo", analisa Sukarie.
Já Flavio Degrandi, sócio-fundador da ITBrain – integradora de soluções para infra-estrutura de e-commerce –, aponta que a própria imaturidade do modelo de SaaS no País, não deve abrir espaço para que os canais, pelo menos no primeiro momento, tirem proveito desse formato. Opinião compartilhada por Alejandra Molina, diretora-geral da distribuidora Tech Data no Brasil, que afirma: “Vamos esperar para ver como esse modelo será adaptado para o mercado nacional.”
Em coro com a opinião da Tech Data, Alberto Rodrigues, presidente da distribuidora Alcatéia, analisa que qualquer expectativa de resultado com o modelo proposto pela Microsoft pode ser prematura. “Mas essa remuneração de 12% sobre o valor do software proposta pela fabricante representa uma lucratividade até três vezes maior, se compararmos à venda de licença”, contabiliza Rodrigues.