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Gestão

Indústria de TI aponta como fazer departamento de treinamento rentável

Empresas que criaram unidades independentes de treinamento contam que os benefícios dessa estratégia vão além da simples receita com matrículas e mensalidades.

Luiza Dalmazo, do Computerworld
publicado em 19/03/2008
atualizada em 19/03/2008 10:39

Comercial, financeiro, administrativo, recursos humanos e marketing são áreas que qualquer empresa de TI importante tem. Elas não geram negócios apenas por existirem, já que não são exclusivas de uma ou outra companhia.

Outros departamentos, entretanto, como os voltados à formação profissional, não são comuns a todos e trazem às organizações que os têm não só oportunidades de vendas, como percepção de variações e interesses de mercado e, inevitavelmente, mão-de-obra. Companhias como 3Con, AeC, Microsiga (Totvs) e Senior Sistemas detalham as estratégias que as levaram a criar esses setores e os resultados que obtêm a partir deles.

A 3Con, consultoria em sistemas de TI, teve como primeiro foco da criação de sua área de treinamento o desejo de divulgar a companhia. Segundo Genivaldo Araújo, fundador da empresa e atual diretor comercial, a equipe da consultoria tinha confiança em seu conhecimento técnico e havia estabelecido relacionamento com potenciais clientes, mas perdia negócios por detalhes, já que a empresa era desconhecida.

"Assim, decidimos que ao treinar profissionais, poderíamos expor os nossos conhecimentos e criar meios de fechar negócios em consultoria”, explica Araújo. E foi exatamente o que aconteceu. Os treinamentos começaram a ser oferecidos em 1998 e, depois de formar seis turmas na área de mainframe – 180 pessoas de 20 organizações –, a companhia viu o número de clientes saltar de quatro para cerca de 30, em apenas um ano.

“Além disso, desde que montamos os treinamentos, conseguimos com facilidade manter os funcionários atualizados, o que é fundamental para quem trabalha com tecnologia, um segmento em que as novidades são constantes”, afirma.

Segundo Araújo, atualmente o centro de treinamentos contribui com 10% da receita da 3Con, mas isso não é o mais importante. “Os negócios que criamos e o relacionamento que estabelecemos a partir das aulas são o ponto alto”, diz. Mesmo assim, a meta do executivo para este ano é dobrar o total de profissionais treinados, o que deve levar o número para cerca de 2 mil pessoas.

De modo semelhante, o diretor do grupo AeC, Cássio Rocha de Azevedo, preocupa-se com o que a área de treinamentos pode gerar além do acréscimo direto de receita com as inscrições nos cursos. Primeiro, ele acredita ser fundamental para as atividades de suas empresas – são sete, nas áreas de consultoria, terceirização, gerenciamento de projetos, treinamento, contact center e desenvolvimento de sistemas – que os profissionais estejam atualizados.

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