Grupos de trabalho iniciam nesta segunda-feira (25/08) processo de integração de áreas sobrepostas.
Com foco na manutenção da valorização de suas ações, a Totvs e a Datasul iniciam nesta segunda-feira (25/08) os trabalhos de integração de suas operações. De acordo com Jorge Steffens, presidente da Datasul, nove grupos começam hoje com os trabalhos que devem estabelecer os pontos de integração e o cronograma para que ela aconteça.
A integração começa exatamente um mês após o anúncio da aquisição e uma semana depois da aprovação do negócio pelos conselhos de acionistas. De acordo com Steffens, o processo de fusão, de fato, deve começar pelas áreas administrativa, de aquisições e internacional.
“São as áreas onde não faz sentido termos sobreposição. Não faz sentido termos dois escritórios na Argentina, duas áreas de recursos humanos ou duas equipes analisando possíveis aquisições. Agora somos uma única empresa”, disse.
“Estes grupos de trabalho vão tentar entender o que cada lado tem e estabelecer como será a integração”, explicou. Steffens disse que este processo deve ser feito com muito cuidado, para que não haja risco de perda de talentos, questão que já havia sido levantada por Laercio Cosentino, presidente do grupo Totvs.
“Por conta das aquisições, a Datasul cresceu 40% no ano passado. A Totvs vem crescendo acima de 20%. Nesse ritmo, as duas empresas precisam de mão-de-obra e não podem abrir mão de profissionais só porque estão em áreas sobrepostas. Temos que analisar onde cada um deles pode ser útil”.
O executivo revelou ainda duas áreas devem permanecer inalteradas nas duas empresas: comercial e produtos, uma vez que as marcas deverão permanecer independentes. Para Steffens, isso não deve gerar confusão. “Temos muitos projetos comuns, como a oferta de software como serviço e aqui já há ganhos. A Totvs planejava investir em um novo data center, mas como acabamos de inaugurar um em Joinville, não houve a necessidade do investimento. Além disso, nossas verticais eram complementares às deles. A única em que atuávamos juntos era a de saúde”.
No restante, Steffens garante que as estratégias continuam as mesmas, com foco não na redução de investimentos, mas na melhor maneira de aproveitar o que já estava nos planos das duas companhias. “O que queremos é parecido. Nossa diferença estava na forma de comunicação, mas isso está sendo alinhado”, concluiu.