Canais, como a Telesul, e desenvolvedores, como a Star Soft, devem começar a se beneficiar da verticalização no próximo ano.
Há pelo menos três anos o tema especialização, seja por vertical da economia ou qualidade de solução, é corrente no discurso de fabricantes e parceiros da indústria de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicações). Ao que tudo indica, porém, em 2008 o discurso deve virar prática.
A integradora Telesul, por exemplo, vê no setor de educação um gerador de leads importantes para o próximo ano. De acordo com Ricardo Pereira, gerente de contas da companhia, a empresa pretende comercializar soluções específicas para o segmento, a partir de apliações de mobilidade, VoIP (Voz sobre Internet Protocol), segurança e gestão rede e de acesso, e infra-estrutura de cabeamento. “Principalmente as escolas e instituições de alto nível estão mais propensas a adotar soluções de mobilidade, o que aumenta o acesso dos alunos à educação”, avalia Pereira.
A estratégia da integradora, sinaliza o gerente, foi traçada a partir de um projeto concreto. Em meados de 2007, a empresa, em parceria com a fabricante Aruba Networks, venceu uma concorrência e implementou um projeto de mobilidade junto ao colégio norte-americano Graded School, localizado em São Paulo. “Esse projeto reflete o bom momento para negócios junto ao segmento", aponta o executivo da Telesul.
Já a desenvolvedora de sistemas de gestão Star Soft, aposta na pujança do setor de construção civil para 2008. Impulsionada pela explosão do setor imobiliário, indica Nilton Augusto, diretor de canais da desenvolvedora, construtoras e incorporadoras do eixo Rio-São Paulo devem investir fortemente em pacotes de ERP.
Para aproveitar a nova onda de investimentos, a Star Soft deve se apoiar em parceiros, seja consultorias, implementadoras ou representantes. Com isso, indica Augusto, a desenvolvedora espera ampliar o número de clientes, de cinco para quinze, ainda no primeiro trimestre do próximo ano fiscal.
Os canais na mira da desenvolvedora são pelo menos cinco, espelhados pelas principais cidades do País: Belo Horizonte (Minas Gerais), Curitiba (Paraná), Joinville (Santa Catarina), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Salvador (Bahia) e São Paulo (São Paulo).
Nenhuma das empresas arrisca, no entanto, estimar o volume de negócios proveniente dos dois nichos da economia. Ambos, Pereira e Augusto, apontam que os resultados devem ser sólidos, mas ainda difícil de medir diante da incipiência dos investimentos dos dois setores em TIC.