Apesar do crescimento de 10% na receita, lucro da Cisco foi afetado por despesas como a aquisição de 20% da Nuova Systems.
A receita da Cisco Systems cresceu mais de 10% no terceiro trimestre fiscal de 2008 somando 9,8 bilhões de dólares, contra us$ 8,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. No entanto, o lucro da companhia caiu 5,4% em um ano, atingindo us$ 1,8 bilhão, informou a empresa nesta quarta-feira (07/05).
O ganho por ação da empresa no último trimestre foi de US$ 0,29. Há um ano havia sido de US$ 0,30.
Excluindo algumas despesas, as ações da Cisco apresentariam ganho de US$ 0,38 no terceiro trimestre fiscal. Na prática, entretanto, a empresa arcou com uma despesa de US$ 246 milhões com a aquisição de 20% da Nuova Systems, fornecedora de tecnologia para data centers.
A queda nos lucros aparentemente não afetou a expectativa de John Chambers, chairman e Chief Executive Officer (CEO) da Cisco, para os próximos trimestres. "É um desafio de curto prazo que está passando", declarou o CEO em uma coletiva de imprensa sobre os resultados.
Chambers aposta na expansão de mercados fora dos Estados Unidos. Segundo ele, os resultados na região Ásia-Pacífico como um todo foram substanciais, tendo a China e a Índia como propulsores graças a investimentos feitos pela empresa nestes países.
Em áreas de negócios, a Cisco destaca o potencial de equipamentos para redes IP, tendo em vista a alta demanda por vídeos, que elevou a demanda pela linha de roteadores CRS-1 da empresa em 150% no trimestre, disse Chambers. A empresa espera se beneficiar, em um período de três a cinco anos, dos investimentos em aplicações para Web 2.0, especialmente tratando-se de recursos de voz e vídeo.
A receita da Cisco com roteadores cresceu 14% no trimestre, enquanto os resultados de switches foram poucos significativos. Segundo Chambers, o movimento reflete a espera de alguns clientes pelo lançamento da plataforma Nexus para data centers. Entre as novas tecnologias da companhia, a área de unified communications foi o maior destaque, com 46% de crescimento no terceiro trimestre fiscal.
Stephen Lawson, IDG News Service - EUA