Após subestimar demanda por banda larga 3G, operadoras voltam a acelerar vendas em um mês, estima Pedro Ripper, presidente da Cisco.
Até o final do ano, o mercado de acesso em banda larga via redes móveis no Brasil deve contemplar 1 milhão de novas conexões, prevê Pedro Ripper, presidente da Cisco Brasil.
Embora o segmento de pacotes de banda larga móvel para desktops e notebooks tenha crescido 464% em um ano, superando 1,3 milhão de conexões até junho deste ano, o segundo trimestre revelou uma forte desaceleração neste setor. O segmento ganhou 500 mil assinantes no primeiro trimestre do ano e 200 mil novos usuários no segundo trimestre.
Na avaliação de Ripper, a queda em novas adesões no último trimestre foi provocada por quatro gargalos em todas as operadoras de telefonia móvel que lançaram serviços de acesso rápido: "Elas subestimaram a quantidade de modems, a espessura do link no backbone em quase 5 vezes, as redes IP e os blocos de espectro existentes", ele aponta.
Seja pela escassez de modems ou pela instabilidade, os serviços de acesso à internet via redes 3G decepcionaram muitos internautas brasileiros no primeiro semestre. Como consequência, as operadoras se viram obrigadas a fazer aquisições emergenciais de equipamentos e, como disse Ripper, "desligarem a máquina de vendas".
Banda larga pré-paga
Nos próximos 30 dias, as operadoras de telefonia móvel completam a atualização de suas rede IP e outros investimentos em infra-estrutura para voltar a acelerar na oferta de pacotes de banda larga para desktops e notebooks, no País.
A oferta de pacotes de banda larga pré-pagos, segundo Ripper, deve ocorrer até o final do ano, começando pela operadora Claro. "Ela deve ser a primeira e acho que todo mundo vai lançar o serviço. É um pacote matador para a banda larga fixa (...). As telcos terão de reagir com aumento de velocidade", observa Ripper.