E, apesar do foco nesse trabalho com clientes de grande porte, a companhia não descarta as ações voltadas aos canais que atuam com grandes volumes e que representam um time de 400 revendas, que vendem de R$ 500 mil a R$ 1 milhão anuais. Para esse público, a Trend Micro aposta em uma certificação, batizada de Máxima, e que engloba toda a linha de produtos da marca. Segundo Picoli,pelo menos 300 profissionais já estão certificados na categoria e, em 2008, 35 novas revendas devem passar pelo processo.“Isso deve fortalecer nossas metas de crescimento para este ano, em torno de 37%”,conclui o diretor. CHW
Em ritmo crescente
Em matéria de segurança da informação, as corporações brasileiras correm atrás do prejuízo, de acordo com especialistas da consultoria IDC. Mesmo lembrando que o Brasil ainda não alcançou os índices dos problemas enfrentados nos Estados Unidos – considerado um dos grandes campeões em invasões e fraudes na área de TI –, a gerente da consultoria, Célia Sarauza, considera que os investimentos das companhias locais ainda são muito baixos e chegam a níveis preocupantes.
Para balizar sua afirmação, Célia lembra que, enquanto os gastos globais com segurança da informação atingiram US$ 44,5 bilhões (cerca de 3,7% dos aportes totais em TI), em 2007, no Brasil, esse mesmo número chegou a US$ 307 milhões, o equivalente a 1,9% dos investimentos gerais em Tecnologia da Informação.
“As empresas brasileiras são lentas na implementação de novas tecnologias que criem barreiras de proteção contra vulnerabilidades e ameaças aos seus dados. E isso gera um campo muito favorável à expansão dos negócios da indústria mundial de software para segurança da informação”, considera a consultora. Ainda sobre as previsões para 2008, Célia analisa que os investimentos das organizações brasileiras nesse tipo de solução devem acompanhar um aumento de 15,3%, o que fica acima do aumento dos gastos totais em TI (13%). “O mercado de segurança deve acelerar à medida que as empresas passarem a entender melhor seu ambiente de TI e a adotar medidas preventivas contra riscos, invasões e perdas de dados”, afirma a analista da IDC.
Para Gerry Pintal,gerente de pesquisas de serviços e produtos de segurança da IDC, a força motriz dos novos investimentos, no Brasil e no mundo, deve ser a proteção contra o ecossistema de evasão e roubo dos dados corporativos.“
As ameaças crescem nas corporações, ao mesmo tempo em que aumenta o roubo de informações, em escala mundial. E o que estimula os delinqüentes não é mais a simples diversão, como antigamente, mas a busca do dinheiro”, considera o especialista. Entre as saídas para o problema, Pintal aconselha: “Os governos devem implementar leis, obrigando as corporações a protegerem as informações das pessoas”, afirma.