Pesquisa aponta que 55% dos entrevistados em todo o mundo disseram que a virtualização está provocando esse tipo de ação em suas organizações
A virtualização é o principal fator que está impulsionando as empresas a reverem seus planos de recuperação de desastre, segundo pesquisa da Symantec sobre o tema. De acordo com o estudo, 55% dos entrevistados em todo o mundo e 64% na América do Norte disseram que a virtualização está provocando esse tipo de ação em suas organizações. A virtualização deve movimentar US$ 52 milhões na AL até 2011, segundo a IDC.
Em alguns casos, a virtualização está sendo implantada para atender planos de recuperação de desastre e, segundo a análise, aplicativos e dados em ambientes virtuais são um desafio, já que os processos em ambientes físicos podem não funcionar nos ambientes virtuais.
Os entrevistados disseram que 35% de seus servidores virtuais não são atualmente cobertos pelos planos de recuperação de desastre e 27% deles afirmaram fazer backup de todos os seus sistemas virtuais. Para 54% dos participantes, limitação de recursos é o principal desafio para realizar o backup desses sistemas.
Entre os desafios para proteger dados e aplicativos missão-críticos nos ambientes físicos e virtuais, 35% dos entrevistados apontaram a existência de múltiplas ferramentas diferentes como a principal questão, pois isso resulta em maiores custos de treinamento e software, entre outros pontos. Em segundo lugar, aparece a falta de recuperação automática e ferramentas ineficientes de backup, cada uma com 33%.
A pesquisa aponta um aumento no número de aplicativos considerados críticos pelos entrevistados. Em 2007, este porcentual era de 36% e agora é 56%. No entanto, somente 54% de todos os aplicativos são cobertos por planos de recuperação de desastres.
A análise indica que "com o aumento no número de aplicativos críticos, fica difícil para as organizações com orçamentos constantes de TI manter a disponibilidade de um número maior desses aplicativos". A sugestão da Symantec é que as empresas procurem formas mais econômicas de proteger aplicativos, incluindo reduzir servidores excedentes, aumentar a capacidade do servidor e estudar configurações físicas e virtuais, entre outros.
Dados do estudo revelam que no ano passado um terço das empresas entrevistadas tiveram de executar planos de recuperação de desastre. Falha de hardware foi o principal fator, apontado por 36% dos participantes da análise; seguido de Ameaças externas à segurança, com 28% e Problemas/falhas/interrupções de energia, com 26%.
Em quarto lugar, está Desastres naturais, com 23%; à frente de Gestão de problemas de TI, com 23%; Vazamento ou perda de dados, com 22%; e Comportamento nocivo ou acidental de funcionário, com 21%.
A participação de executivos de nível C no planejamento de planos de recuperação de desastre está diminuindo, indica a Symantec. Em 2007, 55% dos entrevistados informaram que seus comitês sobre o tema envolviam o CIO, CTO ou o diretor de TI. Em 2008, esta taxa caiu para 33%.
A pesquisa mostra também que além de ter um plano de recuperação de desastre é preciso ter certeza que esse plano funciona. Noventa e oito porcento dos entrevistados informaram ter realizado uma avaliação de probabilidade e impacto de pelo menos uma ameaça. Em 2007, o indicador era de 88%.
No entanto, 30% dos participantes disseram que os testes falharam em seus objetivos de tempo de recuperação. A principal razão que levou a falhas foi Erro humano, com 35%; seguida de Falha de tecnologia, com 29%; Infra-estrutura insuficiente de TI, com 25%; Planos desatualizados, com 24%; e Processos inadequados, com 23%.
Menos da metade, 47%, das organizações testam seus planos uma vez por ano ou menos, devido à interrupção dos negócios ou falta de recursos. As razões incluem ainda Falta de pessoal disponível, com 39%; Interrupção da atividade do funcionário, com 39%; Problemas de orçamento, com 37%; e Interrupção de atividades do cliente, com 32%. Além disso, 21% deles admiriram que testar os planos poderia afetar vendas e receita.
A análise indica que 31% dos entrevistados informaram que poderiam acessar operações de linha básica em um dia se ocorresse um desastre dignificativo que destruísse seus principais centros de processamento de dados e 3% afirmaram que teriam as operações de linha básica funcionando dentro de 12 horas. Outros 47% disseram que levaria uma semana inteira para reestabelecer totalmente o funcionamento das operações.
Esta é a quarta edição da pesquisa, realizada anualmente pela Applied Research West a pedido da Symantec. Conduzido entre junho e julho de 2008, o estudo entrevistou mais de 1.000 gerentes de TI de grandes organizações em 15 países.